Olha Ela: conexões, mercado de trabalho e perspectiva de si

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Oi deusas. Como vocês estão? Mais uma vez estou aqui me aventurando no universo textual para compartilhar com vocês meus reflexões. 

No Instagram da marca temos um quadro chamado Olha Ela, onde compartilhamos projetos, livros, documentários, perfis e empreendimentos feitos por mulheres. Pedimos sempre indicações para vocês, e assim buscamos fortalecer e incentivar sonhos e objetivos de outras manas. 

Como marca dentro dos nossos propósitos, está em enaltecer o trabalho, a autoestima estética e profissional de outras mulheres. Isso é um ato político e revolucionário, buscamos sempre reconhecer e entender as dificuldades que nós mulheres enfrentamos diariamente, ainda mais no cenário atual, onde milhares de pessoas estão sujeitas a condições de desemprego.  

Mas Nai, qual a verdadeira importância de potencializar o trabalho de outras mulheres? 

Como infelizmente sabemos a desigualdade de gênero existe no mercado de trabalho. Segundo pesquisa feita em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) , mulheres ganham em média 20,5% menos que homens, sendo que respondemos a 43,8% dos 93 milhões de brasileiros ocupados. Quando olhamos para o viés de mulheres negras, elas fornecem menos da metade do salário de um homem branco, cerca de 44% a menos, mesmo em cargas que treinamento formação acadêmica, segundo a pesquisa Potências Visíveis realizadas pela Indique Uma Preta junto a Box1824, em 2020. 

Aproximadamente 150 anos é o tempo que levará para mulheres negras alcançarem a igualdade no mercado de trabalho, sendo que a igualdade de gênero levará 80 anos, segundo o Instituto Ethos, 2018 . É mais que urgente as pessoas que estão em posição de mudança, olhar ao seu redor e refletir sobre as desigualdades, a situação salarial de mulheres, a diversidade racial, de gênero e sexual que compõe sua equipe de trabalho, por exemplo. 

Essa disparidade precisa ultrapassar o nosso desconforto individual e precisar de ser um incômodo para as instituições públicas e privadas. 

Um respiro para nós torcermos genovianas: no último dia 30 de março, o Plenário do Senado aprovou o projeto de lei que prevê multa para empresas que pagarem salários diferentes para mulheres e homens que exercem a mesma função. O PLC 130/2011, da Câmara dos Deputados, segue agora para sanção presidencial. O projeto de lei deve ser aplicado junto à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Nossa Nai, você trouxe dados muito importantes, quero partir pra revolução e mudar isso no meu dia a dia, mulher. Como posso fazer acontecer?

Enquanto mudanças não ocorrem, precisamos refletir sobre a nossa história e outras mulheres, transformar a vulnerabilidade em potencialidade. Olhar para a nossa volta, mapear aliadas (os), criar uma rede de forma estratégica e mudar a sua realidade e a de outras manas. Seja para buscar uma vaga de emprego, buscando consumir de empreendedoras locais, ajudar uma amiga num projeto da faculdade, uma mulher que enfrenta, difícil para formular um currículo e até mesmo em dúvidas de como se vestir em uma entrevista de emprego.   Podemos fazer isso acontecer através de conversas em grupos do Facebook, trocas no telegram da nossa marca , até mesmo no buscar do seu Instagram ao olhar o projeto de uma mana na sua timeline comentando e  compartilhando. 

Foi usando como técnicas de criar uma rede e fazer restrições que realizam um sonho de sua comunicação à moda, participando do meu primeiro editorial de moda para uma revista , como assistente de um estilista que eu admiro muito. E entre trocas e trocas, trabalhei como produtora de moda freelancer, onde criei uma rede profissional e afetiva que levo para a vida. 

Então eu te pergunto: Quais são suas potências? Quais são as potências de mulheres ao seu redor? 

Pense em projetos que você tem vontade de tirar do papel e que podem fazer acontecer conexões, assim expandindo sua rede e realizando seus sonhos.

Também é sempre necessário nos conscientizarmos dos nossos privilégios, é urgente nos incomodar ao ver mulheres negras em situações de vulnerabilidade, pois já estamos acostumadas com esta condição, é necessário enxergarmos além. Levando em consideração que a atribuição correta e inclusão no mercado de trabalho não são um favor, é comprovado que empresas com mais diversidade racial e de gênero lucram mais. 

A bagagem de mulheres negras transformam a ancestralidade em inovação e trazem referências da cultura negra, que é o maior centro de influência da atualidade. 

Para finalizar deixo aqui uma música da Bivolt e índico que vocês leiam o estudo completo Potências Invisíveis feitas pela Indique Uma Preta junto a Box 1824. 

Beijos e até a próxima. 

Por Nairobi Ayobami

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Bernadeth
Bernadeth

Lindas demais, seus artigos e comentários nos enobressem…grata.

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