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A moda como expressão do conforto



A pandemia da Covid - 19 nos condicionou a mudar muitos de nossos hábitos, as formas de trabalho, de alimentação, modificamos nossa rotina, almoços de família se tornaram eventos virtuais e idas ao mercado puderam ser considerados passeios especiais. No mundo da moda não foi diferente, um novo protagonista surgiu em meio a tudo isso: o conforto.

Aqui na marca ele sempre esteve presente: em nossas modelagens, a qualidade dos tecidos, na forma que o expressamos e vestimos. O desejo por peças confortáveis veio à tona junto com o apelo estético, prezando pela versatilidade, praticidade e a inclusão de corpos. A moda e o conforto se tornaram aliados inseparáveis. 

Segundo analistas do WGSN (Worth Global Style Network), a pandemia proporcionou as maiores mudanças dos últimos tempos, mudanças que nossos corpos e o mundo necessitavam há décadas. O conforto não é uma tendência passageira e sim uma realidade que veio para ficar e fazer parte do nosso dia a dia. 

Mas historicamente nem sempre foi assim, para nós mulheres muitas peças limitavam as possibilidades de agilidade física e integração no meio social, levando em conta apenas a feminilidade. Sejam peças como calçados desconfortáveis, roupas que por imposições sociais cobrissem totalmente nossos corpos, calças de tecidos quentes e desconfortáveis, vestidos tão pesados e longos que mudavam até a estrutura óssea e por aí vai.

A busca por conforto chegou junto com a evolução social e conquistas de direito, como uma necessidade de valorização dos nossos corpos e liberdade de movimentos. Junto a isso, a moda está ligada a quem somos internamente, diz respeito à nossa personalidade e o que acreditamos e somos. É também uma forma de expressão e manifestações artísticas e culturais. 

O conforto vem de encontro a tudo isso como um movimento de liberdade de expressão, valorizando nossos corpos, nossa autoestima, nossas várias versões e trazendo empoderamento, afinal como diria a própria Lela “uma mulher confortável em si é uma revolução. E acima de tudo, o conforto vem reforçar a possibilidade de nos conectarmos com quem somos na essência, tendo espaço e condições para nos expressarmos de dentro para fora.

Compartilhando um pouco das minhas vivências, desde pequena minha Mãe sempre buscou exaltar a minha autoestima como uma criança negra, ao reforçar minhas raízes através de leituras e estéticas que se referiam ao Continente Africano, a minha família e sua ancestralidade. Foi vivenciando isso que a moda veio à tona na minha vida,  meus gostos foram aflorando principalmente com referências como a série “As visões de Raven”, e desde então comecei a buscar o meu local em meio a este universo. Cada vez mais confortável com a minha história e com a minha maneira de expressar isso! 

Meu aniversário de três anos, eu amava os tererês que minha mãe colocava nas tranças. Também gostava de pokemon, então minha Vó costurou esse vestido no modelo de kafta com várias estampas do desenho.  

Buscar o conforto é uma maneira de estarmos conectados a quem somos e o cuidado com a gente mesmo. Escolher roupas que expressam nosso estilo, mas também não machucam e limitam nossos corpos e nossa maneira de viver e ser. Além de envolver nessa conta a consciência e a necessidade de pensarmos sobre a responsabilidade da cadeia produtiva, garantindo salários justos e condições de trabalho adequados para quem produz.

Espero que vocês tenham gostado do texto, como de costume, indico que vocês conheçam o movimento Fashion Revolution e escutem a música Herança, da Drik Barbosa

Por: Nairobi Ayobami 


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